A Tecnologia Assistiva (TA)
é conceituada como uma área do conhecimento, de
característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias,
estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade,
relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência,
incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência,
qualidade de vida e inclusão social (extraído
da ATA VII, 2006 - Comitê de Ajudas Técnicas – CAT; Coordenadoria Nacional para
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência –CORDE; Secretaria Especial dos
Direitos Humanos - Presidência da República).
O principal objetivo da TA
é proporcionar a maior independência possível para a pessoa que a utiliza,
proporcionando uma maior funcionalidade as pessoas com deficiências. Ela é
utilizada nos mais variados ambientes e situações, sua ação é perceptível
principalmente no ambiente escolar com a inclusão das pessoas com deficiência e
a necessidade de adaptação desses locais as novas demandas, proporcionando um
ambiente de qualidade que objetive facilitar o processo de ensino e
aprendizagem. As redes de ensino estão
cada vez mais preocupadas com a inclusão e por este motivo investe na aquisição
de novos recursos tecnológicos e na capacitação de profissionais que os utilize
da melhor maneira possível, potencializando seu uso.
Os
alunos com deficiência física que recebemos em nossas salas, muitas vezes,
fazem uso de algum aparelho, tecnologia, dispositivos ortopédicos, órteses ou
próteses e é importante conhecermos esses equipamentos para ajuda-los da melhor
maneira possível. Por exemplo:
·
As bengalas: dão maior apoio e aumentam a
base de sustentação do corpo; seu uso é sempre contrário à lesão, ou seja, se o
pé esquerdo está machucado, o uso da bengala se dará do lado direito.
·
As muletas: melhoram a base de apoio e de
equilíbrio e diminuem a sustentação do peso sobre o membro que sofreu a lesão.
·
Os andadores: melhoram o equilíbrio dando
maior apoio, estabilidade e alívio a sustentação do peso do corpo.
·
As cadeiras de roda: são chamadas de
órteses móveis e podem ser manuais ou motorizadas
Para
garantirmos qualidade no atendimento dos alunos com DF, faz-se necessário buscar
informações tanto com a família quanto com os especialistas da área sobre qual
a melhor forma de adaptar o aluno à sala de aula visando proporcionar a melhor
adaptação possível. Alguns cuidados básico são essenciais: manter a posição
correta da cabeça do aluno; tentar apoiar os pés do aluno em uma base; sentá-lo
simetricamente na tentativa de melhor acomodá-lo, mantendo-o o maior tempo
possível com boa postura, de acordo com a sua deficiência.
Algumas
estratégias e cuidados na sala de aula são fundamentais, especialmente com o
uso das baixas tecnologias (ferramentas assistivas confeccionadas no próprio
ambiente com materiais de baixo custo), por exemplo: providenciar suportes de
livros; forrar a carteira com papel, prendendo-o com fita adesiva, de forma a
facilitar a coordenação motora do aluno; colocar caneletas de PVC para evitar
que os lápis caiam; aumentar o calibre do lápis, garfo, colher (com fita crepe,
cadarço ou espuma); colocar tapetes antiderrapantes nas áreas escorregadias;
etc. Além disso, convém ressaltar a importância da escola adquirir mobiliários
com cantos arredondados; providenciar portas mais alargadas e banheiros adaptados.
Em
resumo, a tecnologia assistiva proporcionou um salto qualitativo na vida das
pessoas com deficiência, abrindo novas perspectivas para um caminho de inclusão
de fato e de direito. Sem dúvida, a tecnologia assistiva é uma ferramenta
extremamente importante para o AEE, sobretudo porque facilita a vida de seu
usuário.
Referências:
Esclarecendo as
deficiências: aspectos teóricos e práticos para a contribuição de uma sociedade
inclusiva/ Marcia Honora, Mary Lopes Esteves. São Paulo, Ciranda Cultural
Editora, 2008.



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