domingo, 29 de setembro de 2013

Tecnologia Assistiva

A Tecnologia Assistiva (TA) é conceituada como uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (extraído da ATA VII, 2006 - Comitê de Ajudas Técnicas – CAT; Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência –CORDE; Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).
O principal objetivo da TA é proporcionar a maior independência possível para a pessoa que a utiliza, proporcionando uma maior funcionalidade as pessoas com deficiências. Ela é utilizada nos mais variados ambientes e situações, sua ação é perceptível principalmente no ambiente escolar com a inclusão das pessoas com deficiência e a necessidade de adaptação desses locais as novas demandas, proporcionando um ambiente de qualidade que objetive facilitar o processo de ensino e aprendizagem.  As redes de ensino estão cada vez mais preocupadas com a inclusão e por este motivo investe na aquisição de novos recursos tecnológicos e na capacitação de profissionais que os utilize da melhor maneira possível, potencializando seu uso.
Os alunos com deficiência física que recebemos em nossas salas, muitas vezes, fazem uso de algum aparelho, tecnologia, dispositivos ortopédicos, órteses ou próteses e é importante conhecermos esses equipamentos para ajuda-los da melhor maneira possível. Por exemplo:
·         As bengalas: dão maior apoio e aumentam a base de sustentação do corpo; seu uso é sempre contrário à lesão, ou seja, se o pé esquerdo está machucado, o uso da bengala se dará do lado direito.
·         As muletas: melhoram a base de apoio e de equilíbrio e diminuem a sustentação do peso sobre o membro que sofreu a lesão.
·         Os andadores: melhoram o equilíbrio dando maior apoio, estabilidade e alívio a sustentação do peso do corpo.
·         As cadeiras de roda: são chamadas de órteses móveis e podem ser manuais ou motorizadas

Para garantirmos qualidade no atendimento dos alunos com DF, faz-se necessário buscar informações tanto com a família quanto com os especialistas da área sobre qual a melhor forma de adaptar o aluno à sala de aula visando proporcionar a melhor adaptação possível. Alguns cuidados básico são essenciais: manter a posição correta da cabeça do aluno; tentar apoiar os pés do aluno em uma base; sentá-lo simetricamente na tentativa de melhor acomodá-lo, mantendo-o o maior tempo possível com boa postura, de acordo com a sua deficiência.
Algumas estratégias e cuidados na sala de aula são fundamentais, especialmente com o uso das baixas tecnologias (ferramentas assistivas confeccionadas no próprio ambiente com materiais de baixo custo), por exemplo: providenciar suportes de livros; forrar a carteira com papel, prendendo-o com fita adesiva, de forma a facilitar a coordenação motora do aluno; colocar caneletas de PVC para evitar que os lápis caiam; aumentar o calibre do lápis, garfo, colher (com fita crepe, cadarço ou espuma); colocar tapetes antiderrapantes nas áreas escorregadias; etc. Além disso, convém ressaltar a importância da escola adquirir mobiliários com cantos arredondados; providenciar portas mais alargadas e banheiros adaptados.
Em resumo, a tecnologia assistiva proporcionou um salto qualitativo na vida das pessoas com deficiência, abrindo novas perspectivas para um caminho de inclusão de fato e de direito. Sem dúvida, a tecnologia assistiva é uma ferramenta extremamente importante para o AEE, sobretudo porque facilita a vida de seu usuário.     


Referências:
Esclarecendo as deficiências: aspectos teóricos e práticos para a contribuição de uma sociedade inclusiva/ Marcia Honora, Mary Lopes Esteves. São Paulo, Ciranda Cultural Editora, 2008.




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