O papel do
Professor do AEE
O professor do
AEE tem o importante papel de agente mediador, facilitador e transformador da
realidade. Sua função é complexa e dinâmica, envolve a habilidade e a competência
de identificar problemas e mobilizar recursos (humanos e materiais) com a
finalidade de criar possibilidades de superação em relação às barreiras que
impedem e/ou limitam o desenvolvimento escolar, social, intelectual, afetivo e
motor do aluno (criança/jovem/adulto). Para derrubar barreiras é preciso
acolher e, sem sombra de dúvidas, a sala de recursos multifuncional é o local
mais apropriado para acolher, estimular e ampliar as possibilidades de
participação do aluno. Para tanto, é preciso favorecer o desenvolvimento de sua
autonomia por meio de uma aprendizagem significativa. O que significa dizer que
é preciso conhecer o aluno, saber o que ele gosta, compreender suas limitações
e descobrir seu potencial. Ou seja, é fundamental olhar com sensibilidade para
o aluno, compreender suas singularidades, descobrir suas potencialidades,
relacionar elementos de sua vida e convívio, visualizar possíveis métodos,
planejar estratégias de intervenção, elaborar material de apoio, promover
adequações necessárias que atendam as particularidades
de cada contexto. Nessa perspectiva, o estudo de caso não só ajuda a aprimorar
a prática pedagógica do professor, tendo em vista que a partir do conhecimento
do caso, amplia-se o leque de informações sobre as características específicas
da deficiência, síndrome ou transtorno apresentado pelo aluno, como valoriza o
aluno em si, uma vez que ele é visto como o sujeito real da ação educativa.
Criando, assim, novas possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento. Convém
ressaltar que o plano de ação do AEE deve ser flexível e respeitar o ritmo de
cada aluno. É preciso acreditar que todas as crianças, jovens e adultos podem
aprender e todas devem ter acesso igualitário a uma educação de qualidade. Faz-se
necessário desenvolver estratégias diferenciadas como a contextualização do
conteúdo à idade e ao nível de desenvolvimento dos alunos; Utilização de
materiais concretos, adaptados, tecnológicos, diversificados e lúdicos; Valorizar atividades colaborativas e
oportunizar momentos de planejamento
coletivo (ação pedagógica) com toda a comunidade escolar. Conforme Mantoan
(1997:121), a inclusão não deve se limitar
a ajudar somente os alunos que
apresentam dificuldades na escola, mas apoiar a todos.
[AEE_Fechamento_
Cristiane]
