quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Audiodescrição

A audiodescrição  é um recurso de acessibilidade muito importante para a inclusão social e cultural de pessoas com deficiência visual. Trata-se de um recurso assistivo que traduz em palavras os eventos visuais em filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, dentre outras, permitindo a qualquer pessoa que não pode enxergar receber a informação contida na imagem, ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando não apenas uma melhor compreensão dos fatos, mas, acessibilidade comunicacional para as pessoas, de modo geral.

De acordo com a Portaria MC 188/2010, a audiodescrição corresponde a uma locução, em língua portuguesa, sobreposta ao som original do programa, destinada a descrever imagens, sons, textos e demais informações que não poderiam ser percebidos ou compreendidos por pessoas com deficiência visual. 

A audiodescrição pode ser pré-gravada, ao vivo ou simultânea. Um vídeo com audiodescrição, por exemplo, permite que o usuário receba a informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da narrativa. Na televisão, o simples toque na tecla SAP ou MTS faz com que a audiodescrição fique audível para o espectador deficiente visual. É importante frisar que as informações sobre as cenas não podem expressar opiniões pessoais, tão pouco se sobrepor ao conteúdo sonoro principal do filme. A audiodescrição exige objetividade e deve trabalhar no sentido de proporcionar o melhor entendimento possível de uma cena. 

REFERÊNCIAS

CLARK, J. Accessibility options for blind and visually-impaired subscribers. 2002. Media Access. Toronto. Disponível em:http://joeclark.org/access/resources/understanding.html
FRANCO, E. P. C. Legenda e áudio-descrição na televisão garantem acessibilidade a deficientes. Cienc. Cult. [online]. Jan./Mar. 2006, vol.58, no.1 p.12-13.
Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-
SNYDER, J. Audiodescription: access for all. In Disability World. Issue no. 25 September-November 2004. Disponível em:http://www.disabilityworld.org/09-
SITE: www.midiace.com.br

O Anão que Virou Gigante - audiodescrição Mil Palavras

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Softwares Educativos


Dominó Lógico

É um jogo de raciocínio lógico cujo objetivo é selecionar todos os pares do dominó que estão no tabuleiro, sem deixar nenhuma peça de fora. O uso é muito simples e não há contagem de tempo o que o torna adequado como ferramenta didática. Serve para trabalhar o senso de lógica, senso matemático, senso de organização etc. O jogo vai exigir do usuário muita atenção e capacidade para combinar elementos. Requer um pensamento lógico parcialmente formado e capacidade de concentração. Para jogar é preciso teclar sobre as partes dos pares que deseja selecionar e no painel ao lado o respectivo par será marcado. Pode-se jogar com dominós, números e bolinhas coloridas. 


De acordo com Ferreira (2001) o jogo é uma atividade lúdica que envolve três funções: socializadora (desenvolve hábitos de convivência); psicológica (controla os impulsos) e pedagógica (trabalha o erro e o acerto de maneira positiva no processo de desenvolvimento). Ou seja, o jogo fornece ambiente tangível para a descoberta e experimentação. Confirmando essa concepção Kishimoto (2005) afirma que as estruturas cognitivas se desenvolvem com o jogo porque o simbólico permite exercitar a capacidade de pensar e representar as ações. E isto ocorre porque o sujeito, ao jogar, passa a lidar com regras que lhe permite a compreensão de conhecimentos veiculados socialmente, permitindo-lhe novos elementos para aprender. Dessa forma, para a criança, com deficiência intelectual, construir o conhecimento de maneira significativa, faz-se necessário a presença de um mediador para criar situações que levem o indivíduo a se desenvolver, bem com, recursos pedagógicos adequados, que possibilitem a construção de novos conhecimentos. Neste contexto, o jogo educativo materializa-se no quebra-cabeça, destinado a ensinar cores e formas, nos jogos que estimulam o raciocínio, capacidades e limites. O Atendimento Educacional Especializado tem por objetivo ampliar o ponto de partida e de chegada do aluno em relação ao seu conhecimento, criando outras formas de interação e de acesso ao conhecimento, visando ampliar sua autonomia pessoal e outras formas de acesso ao conhecimento. Além dos softwares educativos, o Prof do AEE deve dispor de outros jogos que estimulem e favoreçam a atenção, concentração e o raciocínio lógico de seu aluno.  A exemplo de jogos como o quebra- cabeça, jogo da memória, caça palavras e etc.









Em relação à importância do jogo para o desenvolvimento da pessoa com deficiência intelectual, Kishimoto (2008, p.97) afirma que o jogo possibilita ao deficiente intelectual aprender de acordo com o seu ritmo e suas capacidades, além de propiciar a integração com o mundo por meio de relações e vivências. O que significa dizer que os jogos por mais simples que possam parecer, são fontes de estímulos para o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da pessoa com deficiência intelectual. 

Para Kishimoto(2008, p. 100), os jogos educativos são muito importantes para o desenvolvimento cognitivo mais elaborado, como calcular, ler e escrever e fundamentais para o desenvolvimento da pessoa com deficiência intelectual, sobretudo por iniciá-la em conhecimentos e favorecer o desenvolvimento de funções mentais superiores prejudicadas. Assim, há que considerar dois tipos de jogos ocupa espaço significativo na educação de pessoas com deficiência intelectual: os jogos livres (de faz-de-conta), que favorecem a autonomia, socialização e adaptação social, 
e os jogos educativos (orientados pelo professor), porque proporcionam uma modificação cognitiva.




Referências:
MANTOAN, Maria Tereza Eglér; BATISTA, Cristina Abranches Mota. Atendimento Educacional Especializado em Deficiência Mental. In: GOMES, Adriana L. Limaverde Gomes... [et al.] Deficiência Mental. São Paulo :MEC/SEESP, 2007. (Série Atendimento educacional especializado)
KISHIMOTO, T. M. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. 8. Ed. São Paulo: Cortez, 2005.
______. (orgs). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 11ª ed. São Paulo: Cortez, 2008. 
Nome e Versão: Dominó Lógico 1.0/Desenvolvedor: flaxie.com Gênero: Jogo de Raciocínio LógicoClassificação: Livre/Tipo de Licença: Gratuito/Sistema: Windows 98, XP, 2000, W7 e AcimaRequisitos: Nenhum/Tamanho em bytes: 215 kb./Instruções para instalação: Basta copiar o arquivo para uma pasta, descompactá-lo e executá-lo. Não precisa instalar. http://sitededicas.ne10.uol.com.br/software_domino.htm 
Sites:http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-jogo-na-educacao-infantil/2984/#ixzz2ieKHmPhX
Leia mais em: 
http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-jogo-na-educacao-infantil/2984/#ixzz2ieK8i8iU

segunda-feira, 30 de setembro de 2013




O AEE para o aluno com DI
 Cristiane Sousa de Assis

A Deficiência Intelectual (DI) é uma nomenclatura usada para definir o que antes era chamado de Deficiência Mental. Este termo foi aprovado na Convenção Internacional de Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência de 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Essa deficiência não é considerada uma doença ou transtorno psiquiátrico, e sim um prejuízo das funções cognitivas que acompanham o desenvolvimento do cérebro.

De acordo com os estudiosos da área, as deficiências intelectuais podem variar de leve à grave, com um funcionamento intelectual significativamente inferior à média e com limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas como: a comunicação, as habilidades sociais, as habilidades acadêmicas, o cuidado pessoal, a saúde e a segurança. As causas mais frequentes da DI podem ser identificadas como: origem genética (transmissão hereditária); Doenças cerebrais graves (tumores no cérebro, desordens degenerativas - a exemplo da esclerose, dentre outras); Desordens psíquicas (autismo e esquizofrenia); Fatores pré-natais (rubéola, sífilis, alcoolismo, drogas, radiações e etc.); Fatores peri-natais (incompatibilidade de fator Rh; prematuridade, hipóxia - oxigenação do cérebro insuficiente, anóxia -falta completa de oxigenação no cérebro, e icterícia grave do bebê); Fatores pós-natais (quedas- traumatismos cranianos, desnutrição, desidratação e intoxicações).

As características dos alunos com DI podem variar e apresentar diferenças entre si, por exemplo: com relação à área motora algumas crianças com DI leve podem apresentar alterações na motricidade fina; já nos casos mais severos, percebe-se incapacidade motora mais acentuada. Com relação à área cognitiva, são mais lentos que os alunos considerados ‘’normais’’ e em geral apresentam dificuldades de aprendizagem de conceitos abstratos, de focar a atenção, de memorização e resolução de problemas. 

Para Mantoan (1997), o aluno com DI é capaz de realizar um processo educacional por meio de um currículo baseado em conteúdos construtivistas. Deve-se também contar com o apoio da família e toda a comunidade escolar para que se estenda o mesmo clima de confiança. 
Neste sentido, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) exerce um papel preponderante no processo de aprendizagem do aluno com Deficiência Intelectual (DI), sobretudo, porque trabalha cada aluno, um a um, conforme potencialidades e necessidades. Sabe-se que os objetivos pedagógicos e a avaliação devem ser diferenciados, uma vez que a aprendizagem dos alunos com DI é lenta e gradual. Desse modo, é fundamental estabelecer um diálogo mais próximo com o professor da sala de aula comum, buscar meios e métodos adequados para criar situações de aprendizagem positivas e significativas, respeitando o ritmo de cada aluno.

Conforme ressalta Stainback (2000), é extremamente importante trilhar novos caminhos educacionais, pensando não apenas na alfabetização dos alunos, mas, sobretudo nas aquisições e conhecimentos sociais que lhes sejam úteis a sua adaptação à vida, favorecendo a autonomia e independência dos alunos, na medida de suas possibilidades.

As especificidades (do AEE para o aluno com DI) consistem em focar a atenção no aluno, buscando identificar seu potencial, gostos, habilidades, necessidades e limitações, a fim de que o aluno adquira conhecimentos sociais. É preciso também estabelecer diálogo constante com a família e com a professora da sala de aula comum, para traçar um plano de atendimento que contemple as quatro áreas fundamentais do desenvolvimento humano: a área sócioafetiva e relacional (promovendo a interação social do aluno, colocando-o em contato com seus pares); a área da comunicação (estimulando a expressão oral do aluno); a área motora (minimizar problemas de coordenação e manipulação); e a área cognitiva (trabalhando conceitos abstratos, estimulando a atenção, a capacidade de memorização e a resolução de problemas).

Convém ressaltar que as características do trabalho do AEE são prioritariamente pedagógicas, ou seja, centradas no processo de ensino e de aprendizagem e pautadas na perspectiva inclusiva de respeito e valorização às diferenças. As atividades devem ser organizadas dando prioridade às necessidades do aluno, focando nos objetivos de aprendizagem traçados no plano de atendimento; utilizar diferentes tipos de linguagem (música, artes, expressões corporais e etc); Contar histórias para ensinar conceitos abstratos; Fazer adaptações de conteúdos sempre que necessário; Preparar versões simplificadas do material didático; Acompanhar continuamente o processo de aprendizagem do aluno, registrando todas as observações e, sobretudo, acreditar (sempre) que o aluno com deficiência intelectual pode aprender, sim. Para tanto, faz-se necessário oferecer um ambiente rico em estímulos, em que o aluno seja motivado a participar das atividades e possa estabelecer relações entre si e com os outros, na medida de suas possibilidades.

Assim, cabe-nos rever currículo, conceitos, posturas, métodos, técnicas e estratégias avaliativas, por meio de um plano de atendimento flexível e sistemático que contempla as necessidades e especificidades do aluno, priorizando seu progresso através de uma aprendizagem significativa.


Referências
MANTOAN, M.T.E. (Org.)A Integração de pessoas com deficiência: contribuições para a reflexão sobre o tema. São Paulo: Ed. Mennon,1997.
STAINBACK. Inclusão: um guia para educadores. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.
Texto: Aspectos funcionais do desenvolvimento cognitivo de crianças com deficiência mental e metodologia de pesquisa – Rita Vieira de Figueiredo e Jean-Robert Poulin. In: A criança fala: a escuta de crianças em pesquisas. CRUZ, Silvia Helena V. (org.). São Paulo: Cortez, 2008. 
Coleção: A educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar- O Atendimento Educacional Especializado Para Alunos Com Deficiência Intelectual – Fascículo 2 - MEC/SEEUFC, 2010. 



domingo, 29 de setembro de 2013

“Todos os alunos devem aprender juntos,
 independente das dificuldades e diferenças que apresentam” 
(Salamanca, 1994)




Tecnologia Assistiva

A Tecnologia Assistiva (TA) é conceituada como uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (extraído da ATA VII, 2006 - Comitê de Ajudas Técnicas – CAT; Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência –CORDE; Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).
O principal objetivo da TA é proporcionar a maior independência possível para a pessoa que a utiliza, proporcionando uma maior funcionalidade as pessoas com deficiências. Ela é utilizada nos mais variados ambientes e situações, sua ação é perceptível principalmente no ambiente escolar com a inclusão das pessoas com deficiência e a necessidade de adaptação desses locais as novas demandas, proporcionando um ambiente de qualidade que objetive facilitar o processo de ensino e aprendizagem.  As redes de ensino estão cada vez mais preocupadas com a inclusão e por este motivo investe na aquisição de novos recursos tecnológicos e na capacitação de profissionais que os utilize da melhor maneira possível, potencializando seu uso.
Os alunos com deficiência física que recebemos em nossas salas, muitas vezes, fazem uso de algum aparelho, tecnologia, dispositivos ortopédicos, órteses ou próteses e é importante conhecermos esses equipamentos para ajuda-los da melhor maneira possível. Por exemplo:
·         As bengalas: dão maior apoio e aumentam a base de sustentação do corpo; seu uso é sempre contrário à lesão, ou seja, se o pé esquerdo está machucado, o uso da bengala se dará do lado direito.
·         As muletas: melhoram a base de apoio e de equilíbrio e diminuem a sustentação do peso sobre o membro que sofreu a lesão.
·         Os andadores: melhoram o equilíbrio dando maior apoio, estabilidade e alívio a sustentação do peso do corpo.
·         As cadeiras de roda: são chamadas de órteses móveis e podem ser manuais ou motorizadas

Para garantirmos qualidade no atendimento dos alunos com DF, faz-se necessário buscar informações tanto com a família quanto com os especialistas da área sobre qual a melhor forma de adaptar o aluno à sala de aula visando proporcionar a melhor adaptação possível. Alguns cuidados básico são essenciais: manter a posição correta da cabeça do aluno; tentar apoiar os pés do aluno em uma base; sentá-lo simetricamente na tentativa de melhor acomodá-lo, mantendo-o o maior tempo possível com boa postura, de acordo com a sua deficiência.
Algumas estratégias e cuidados na sala de aula são fundamentais, especialmente com o uso das baixas tecnologias (ferramentas assistivas confeccionadas no próprio ambiente com materiais de baixo custo), por exemplo: providenciar suportes de livros; forrar a carteira com papel, prendendo-o com fita adesiva, de forma a facilitar a coordenação motora do aluno; colocar caneletas de PVC para evitar que os lápis caiam; aumentar o calibre do lápis, garfo, colher (com fita crepe, cadarço ou espuma); colocar tapetes antiderrapantes nas áreas escorregadias; etc. Além disso, convém ressaltar a importância da escola adquirir mobiliários com cantos arredondados; providenciar portas mais alargadas e banheiros adaptados.
Em resumo, a tecnologia assistiva proporcionou um salto qualitativo na vida das pessoas com deficiência, abrindo novas perspectivas para um caminho de inclusão de fato e de direito. Sem dúvida, a tecnologia assistiva é uma ferramenta extremamente importante para o AEE, sobretudo porque facilita a vida de seu usuário.     


Referências:
Esclarecendo as deficiências: aspectos teóricos e práticos para a contribuição de uma sociedade inclusiva/ Marcia Honora, Mary Lopes Esteves. São Paulo, Ciranda Cultural Editora, 2008.




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O papel do Professor do AEE




O papel do Professor do AEE

O professor do AEE tem o importante papel de agente mediador, facilitador e transformador da realidade. Sua função é complexa e dinâmica, envolve a habilidade e a competência de identificar problemas e mobilizar recursos (humanos e materiais) com a finalidade de criar possibilidades de superação em relação às barreiras que impedem e/ou limitam o desenvolvimento escolar, social, intelectual, afetivo e motor do aluno (criança/jovem/adulto). Para derrubar barreiras é preciso acolher e, sem sombra de dúvidas, a sala de recursos multifuncional é o local mais apropriado para acolher, estimular e ampliar as possibilidades de participação do aluno. Para tanto, é preciso favorecer o desenvolvimento de sua autonomia por meio de uma aprendizagem significativa. O que significa dizer que é preciso conhecer o aluno, saber o que ele gosta, compreender suas limitações e descobrir seu potencial. Ou seja, é fundamental olhar com sensibilidade para o aluno, compreender suas singularidades, descobrir suas potencialidades, relacionar elementos de sua vida e convívio, visualizar possíveis métodos, planejar estratégias de intervenção, elaborar material de apoio, promover adequações necessárias que atendam  as particularidades de cada contexto. Nessa perspectiva, o estudo de caso não só ajuda a aprimorar a prática pedagógica do professor, tendo em vista que a partir do conhecimento do caso, amplia-se o leque de informações sobre as características específicas da deficiência, síndrome ou transtorno apresentado pelo aluno, como valoriza o aluno em si, uma vez que ele é visto como o sujeito real da ação educativa. Criando, assim, novas possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento. Convém ressaltar que o plano de ação do AEE deve ser flexível e respeitar o ritmo de cada aluno. É preciso acreditar que todas as crianças, jovens e adultos podem aprender e todas devem ter acesso igualitário a uma educação de qualidade. Faz-se necessário desenvolver estratégias diferenciadas como a contextualização do conteúdo à idade e ao nível de desenvolvimento dos alunos; Utilização de materiais concretos, adaptados, tecnológicos, diversificados e lúdicos;  Valorizar atividades colaborativas e oportunizar  momentos de planejamento coletivo (ação pedagógica) com toda a comunidade escolar. Conforme Mantoan (1997:121), a inclusão não deve se limitar   a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apoiar a todos. 

 

 [AEE_Fechamento_ Cristiane]

sábado, 29 de junho de 2013

Inclusão de alunos com NEE no ensino regular


Documentário produzido por 
Deborah Andrade (roteiro e direção)


OBS..: este documentário foi produzido para o MEC no ano de 2009 com o objetivo de compartilhar a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais em algumas escolas da rede pública do ensino regular. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Todos por um e um por todos!


Dislexia


Dislexia
O que é?
É uma dificuldade primária do aprendizado abrangendo: leitura, escrita, e soletração ou uma combinação de duas ou três destas dificuldades. Caracteriza-se por alterações quantitativas e qualitativas, total ou parcialmente irreversíveis . É o distúrbio (ou transtorno) do aprendizado mais freqüentemente identificado na sala de aula. Está relacionado, diretamente, à reprovação escolar, sendo causa de 15 % das reprovações. Em nosso meio, entre alunos das séries iniciais (escolas regulares) têm sido identificados problemas em cerca de 8 %. Estima-se que a dislexia atinja 10 a 15 % da população mundial
Quem pode ser afetado?
A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela pode atingir igualmente pessoas das raças branca, negra ou amarela, ricas e pobres, famosas ou anônimas, pessoas inteligentes ou aquelas mais limitadas.
Qual a causa?
A dislexia tem sido relacionada a fatores genéticos, acometendo pacientes que tenham familiares com problemas fonológicos, mesmo que não apresentem dislexia. As alterações ocorreriam em um gene do cromossomo 6 . A dislexia, em nível cognitivo- lingüístico, reflete um déficit no componente específico da linguagem , o módulo fonológico, implicado no processamento dos sons da fala. Uma criança que tenha um genitor disléxico apresenta um risco importante de apresentar dislexia, sendo que 23 a 65 % delas apresenta o distúrbio.
Um gene recentemente relacionado com a dislexia é chamado de DCDC2. Segundo o Dr. Jeffrey R. Gruen, geneticista da Universidade de Yale, Estados Unidos, ele é ativo nos centros da leitura do cérebro humano.
Outro gene, chamado Robo1, descoberto por Juha Kere, professor de genética molecular do Instituto Karolinska de Estocolmo, é um gene de desenvolvimento que guia conexões, chamadas axônios, entre os dois hemisférios do cérebro.
Pesquisadores dizem que um teste genético para a dislexia pode estar disponível dentro de um ano. Crianças de famílias que têm história da dislexia poderão ser testadas. Se as crianças tiverem o risco genético, elas podem ser colocadas em programas precoces de intervenção.
O que se sente?
Sinais indicadores de dislexia:
A dificuldade de ler, escrever e soletrar mostra-se por dificuldades diferentes em cada faixa etária e acadêmica
Pré-Escola, pré-alfabetização 
 
Aquisição tardia da fala
Pronunciação constantemente errada de algumas sílabas
Crescimento lento do vocabulário
Problemas em seguir rotinas
Dificuldade em aprender cores, números e copiar seu próprio nome
Falta de habilidade para tarefas motoras finas (abotoar, amarrar sapato, ...)
Não conseguir narrar uma história conhecida em seqüência correta
Não memorizar nomes ou símbolos
Dificuldade em pegar uma bola
Início do ensino fundamental - Alfabetização
Dificuldades mais identificadas : 
 
fala.
aprender o alfabeto
planejamento e execução motora de letras e números
preensão do lápis
motricidade fina e do esquema corporal.
separar e seqüenciar sons (ex: p – a – t – o )
habilidades auditivas - rimas
discriminar fonemas de sons semelhantes: t /d; - g / j; - p / b.,
diferenciação de letras com orientação espacial: d /b ;- d / p; - n /u; - m / u pequenas diferenças gráficas: e / a;- j / i;- n / m;- u /v
orientação temporal (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano)
orientação espacial (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, embaixo, em cima) execução da letra cursiva
Ensino Fundamental
Dificuldades mais identificadas: 
 
atraso na aquisição das competências da leitura e escrita. Leitura silábica, decifratória. Nível de leitura abaixo do esperado para sua série e idade.
soletração de palavras
ler em voz alta diante da turma
supressão de letras: cavalo /caalo;-. biblioteca/bioteca; - bolacha / boacha
Repetição de sílabas: pássaro / passassaro; camada / camamada
seqüência de letras em palavras Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras (ai-ia; per-pré; fla-fal; me-em).
Fragmentação incorreta: o menino joga bola - omeninojo gabola
planejar, organizar e conseguir terminar as tarefas dentro do tempo
enunciados de problemas matemáticos e figuras geométricas
elaboração de textos escritos expressão através da escrita
compreensão de piadas, provérbios e gírias
seqüências como: meses do ano, dias da semana, alfabeto, tabuada. mapas
copiar do quadro
Ensino Médio
Dificuldades mais identificadas: 
 
Podem ter dificuldade em aprender outros idiomas.
Leitura vagarosa e com muitos erros
Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas
Dificuldade em planejar e fazer redações
Dificuldade para reproduzir histórias
Dificuldade nas habilidades de memória
Dificuldade de entender conceitos abstratos
Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a pequenos detalhes
Vocabulário empobrecido
Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade
Ensino Superior / Universitário
Dificuldades mais identificadas: 
 
Letra cursiva.
Planejamento e organização.
Horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem).
Falta do hábito de leitura.
Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas).
Diagnóstico
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. Os sintomas podem ser percebidos em casa mesmo antes da criança chegar na escola. Uma vez identificado o problema de rendimento escolar, deve-se procurar ajuda especializada.
AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR
A equipe multidisciplinar, incluindo Psicólogo, Fonoaudiólogo e Psicopedagogo Clínico inicia investigação detalhada e verifica a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso. É muito importante o parecer da escola, dos pais, o levantamento do histórico familiar e a evolução do paciente.
Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).
A equipe multidisciplinar deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.
Essa avaliação é importante tanto na identificação das causas das dificuldades apresentadas, quanto permite orientar o encaminhamento adequado para o caso individualizado.
Não existe teste único, patognomônico (sinais/sintomas constantes, caraterísticos da doença) de dislexia.
O diagnóstico deve ser realizado por profissional (ais) treinado (s), empregando-se uma série de testes e observações, em geral, trabalhando em equipe multidisciplinar, que analisará o conjunto de manifestações de dificuldades
Testes auditivos e de visão podem ser os primeiros a serem solicitados.
Entre as avaliações mais solicitadas encontram-se testes: 
 
Cognitivos
Inteligência
Memória auditiva e visual
Discriminação auditiva e visual
Orientação
Fluência verbal
Testes com novas tecnologias
Tratamento após o diagnóstico de Dislexia.
Uma vez diagnosticada a dislexia, segundo as particularidades de cada caso, o encaminhamento orientado permite abordagem mais eficaz e mais proveitosa, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.
Tendo conhecimento das causas das dificuldades, do potencial e a individualidade do paciente, o profissional pode utilizar a linha terapêutica que achar mais conveniente para o caso particular. Os resultados devem surgir de forma progressiva.
Em oposição à opinião de muitos se pode afirmar que o disléxico sempre contorna suas dificuldades e acha seu caminho. O disléxico também tem sua própria lógica e responde bem a situações que estejam associadas a vivências concretas.
A harmonia entre o profissional coordenador e o paciente e sua família podem ser decisivos nos resultados. O mecanismo de programação por etapas, somente passando para a seguinte quando a anterior foi devidamente absorvida, retornando às etapas anteriores sempre que necessário, deve ser bem entendido pelo paciente e familiares
Sistema Cumulativo
Os serviços de educação especial podem incluir auxílio de especialistas, tutorias individuais, aulas especiais diárias. Cada indivíduo tem necessidades diferentes, por isso o plano de tratamento deve ser individualizado. Da mesma forma, é importante o apoio psicológico positivo, já que muitos estudantes com dificuldade de aprendizado têm auto-estima baixa.
Prevenção
Os transtornos de aprendizagem tendem a incidir em famílias e a dislexia é um deles. As famílias afetadas devem fazer o máximo esforço para reconhecer precocemente a existência do problema.
Quando incide em famílias sem antecedentes, o diagnóstico pode ser feito na pré-escola, se os professores detectarem os primeiros sinais. A terapia precoce proporciona os melhores resultados
Mitos que não podem crescer
1- A dislexia é contagiosa? 
Não. Ela é usualmente hereditária.
2- Uma pessoa pode ser medianamente disléxica? 
Sim. Ninguém apresenta um quadro com todos os sinais de dislexia.
3- A dislexia é uma doença? 
Não.
4- A dislexia pode passar sem que se tome alguma providência? 
Não. Quanto antes ela é identificada e são tomadas as medidas de tratamento, maiores podem ser os benefícios do tratamento. 

FONTE:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?657&-dislexia

Leia Mais: DISLEXIA - ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?657#ixzz2WWByhlMk 
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